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felix rodriguez

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Graciñas pola visita, deixade constancia dela.

Félix.

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felixwrote:
Deixade constancia da vosa visita.Graciñas
Oct. 15

fiz

May 24

a cara rota

Hai dias que te levantas seguro de ti mismo, asomaste a fiestra, chove, e qué?, non é fermosa a chuvia?, se hoxe mais fermosa si cabe, lembras os últimos días, a última seman, o último fin de seman, pois claro que é fermosa a chuvia.
Levantase o vento, ese norte que estremece, que te fai sentir vivo, e volveste a asomar a fiestra, a mesma fiestra, a de sempre, ula experiencia?, e a pola de castaño que esta diante, axitada polo vento, esa mesma pola volveche a partir a cara.
Seguirei asomandome a fiestra sempre que zoe o vento, pero procurarei, menina, que non me partan a cara.
Un beijo e unha aperta moi forte.
"No hasta dos ni hasta diez...sino contar conmigo...y si alguna vez descubre que a los ojos la miro, no alerte sus fusiles
ni piense que deliro.."

turco

TURCO

Si, xa sei, os galegos somos asi….

  Que unha mole branca de  kg e  mts de alzada sen avisar vaia e che poña  as patas nos hombros e dache unha lambetada que deixa en ridículo a última noite de Xesus e María de Magdala…pois os galegos, bon, eu, digo: pequeniño…meu peque.

Centos de noites  ( Xandré sabes que non esaxero) volvicheste nube branca do cariño, a expresión mais pura da amizade sen preguntas, por qué? Da igual, estou ahí…para qué? Que importa, estas ahí.

Queridísimo amigo, esperame que vas moi depresa, esperame, ela pensa que non a queres, tumbate diante da sua porta, dille canto nos importas…sempre Turco…de parte dos dous, profe, un beso e un abrazo

 

June 21

BARBIE VA A LA GUERRA

 


Barbie va a la guerra


Hay más de mil millones de Barbies. Solo los chinos superan tan enorme población.

La mujer más amada del mundo no podía fallar. En la guerra del Bien contra el Mal, Barbie se alistó, hizo la venia y se marchó a la guerra de Irak.

Llegó al frente de guerra vistiendo uniformes de tierra, mar y aire, hechos a su medida, que el Pentágono revisó y aprobó.

Ella está acostumbrada a cambiar de profesión, de peinado y de ropa. Ha sido también cantante, deportista, palenteóloga, odontóloga, astronauta, bombera, bailarina y qué se yo qué más, y cada nuevo oficio implica un nuevo look y un nuevo vestuario completo, que todas las niñas del mundo están obligadas a comprar.

En febrero del año 2004, Barbie también quiso cambiar de pareja. Llevaba casi medio siglo junto a Ken, que no tiene en el cuerpo otro bulto que no sea la nariz, cuado fue seducida por un surfista australiano que la invito a cometer el pecado del plástico.

La empresa Mattel anunció, oficialmente, la separación.

Fue una catástrofe. Las ventas cayeron a pique. Barbie podía, debía, cambiear de ocupación y de vestidos, pero no tenía el derecho de dar malos ejemplos.

Entonces la empresa Mattel anunció, oficialmente, la reconciliación.


EDUARDO GALEANO ( ESPEJOS)

June 03

foise un dos grandes

bob diddley na memoria

 

bob diddley(1928-2008)

unha lembranza

 

May 29

quen esta detras

O preço dos alimentos e, especialmente, de grãos básicos aumentou dramaticamente nos últimos meses. Os meios de comunicação social mostraram-nos novas revoltas da fome no Sul do que lembrar-nos das pessoas que teve lugar em meados e final dos anos oitenta contra os planos de ajustamento estrutural impostas pelo Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional.

Em países como o Haiti, Paquistão, Guiné, México, Marrocos, Senegal, Uzbequistão, Bangladesh… pessoas vieram para as ruas para dizer: "Já basta!". Mas o que está por trás da crise alimentar mundial? Será que todo mundo perde? É aí que ganha?

O preço de sessenta produtos agrícolas aumentou 37% durante o ano passado no mercado internacional. Um aumento que vem afetando principalmente cereais com uma subida de 70%. Entre estes, trigo, soja, óleos vegetais e de arroz, atingiram valores recorde. O preço do trigo, por exemplo, hoje um montante superior a 130% um ano atrás e arroz em 100%. Vendo isto não é surpreendente dados explosões de violência no sul do país para a alimentação porque são grãos básicos, aqueles que alimentam os mais pobres, aqueles que registaram um aumento sem precedentes.

"O problema hoje não é a falta de alimentos no mundo, mas a incapacidade para acessá-los"
Mas o problema hoje não é a falta de alimentos no mundo, mas a incapacidade para acessá-los. Na verdade, a produção cerealífera mundial que triplicou desde os anos sessenta, enquanto a população à escala global só duplicou.

Há várias razões por detrás desta dramático aumento nos preços de secas e outras condições climáticas nos países produtores, como a China, Bangladesh e na Austrália que teria afetado as colheitas, um aumento do consumo de carne em franca expansão classes médias nas Américas Latina e na Ásia, especialmente China, cereais importados pelos países até agora auto-suficiente como a Índia, Vietnã e China, devido à perda de terrenos agrícolas, um aumento do preço do petróleo, que teria impactado diretamente ou indiretamente, e até aumentar os investimentos especulativos em matérias-primas.

É neste ponto que eu acho importante para se concentrar nos dois últimos casos. O aumento do preço do petróleo tem gerado utilizando combustíveis alternativos, como os de origem vegetal. Os governos como os Estados Unidos, a União Europeia, Brasil e outros têm feito especial ênfase para a produção de agrocombustibles como uma alternativa à escassez de petróleo eo aquecimento global. Mas essa produção do combustível verde entrar em concorrência directa com a produção alimentar.

Para dar apenas um exemplo, no ano passado nos Estados Unidos, 20% do total de grãos colheita foi utilizada para a produção de etanol e estima-se que ao longo da próxima década este número irá subir para 33%. Imagine esta situação no sul do país. FAO, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação ea Agricultura, já admitiu que "a curto prazo, é altamente provável que a rápida expansão dos combustíveis verdes, em todo o mundo, tem efeitos substanciais sobre a agricultura da América Américas" .

"A crise alimentar global beneficia multinacionais monopolizar cada um dos elos da cadeia de produção, transformação e distribuição de géneros alimentícios"
Outra causa é de destacar o crescente investimento do capital especulador em commodities. Na medida em que a bolha imobiliária rebentar nos Estados Unidos e aprofundou a crise financeira, especuladores começaram a investir em alimentação, empurrando os preços para cima.

Mas esta crise alimentar global não é conjuntural, mas responde ao impacto das políticas neoliberais que têm sido aplicados durante trinta anos a uma escala global. A liberalização comercial ultra através de negociações na Organização Mundial do Comércio e os acordos de comércio livre e de políticas de ajustamento estrutural, o pagamento da dívida externa, privatização de bens e serviços públicos são apenas algumas das medidas que tenham sido impostas pelo Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional, nas últimas décadas, no sul do país.

Algumas políticas que têm permitido a invasão destes mercados para os produtos do agronegócio altamente subsidiado do Norte e de ter acabado com a agricultura ea pecuária nativas; reconversão e de privatizar terras designadas até agora a oferta local terras produção de mercadorias para exportação . Alguns territórios nas mãos do agronegócio, que se aproveitou de trabalho barata e um pouco rigorosa legislação ambiental.

"Temos de afirmar o direito dos povos à soberania alimentar, para controlar a sua agricultura ea sua alimentação"
Este modelo de agricultura e alimentação não só tem implicações no sul global, mas também nas comunidades do Norte: correr, de ambos os lados do planeta, com uma agricultura familiar proximidade e de comércio vital para as economias locais, promovendo crescente insegurança alimentar com uma dieta alimentar que caters a viajar milhares de quilômetros antes de chegar na nossa mesa, e promoção da agricultura e da agricultura intensiva, desnaturados, toxicodependente (pelo alto uso de pesticidas) e onde o benefício económico direitos preempts social e ambiental.

A crise alimentar global beneficia multinacionais monopolizar cada um dos elos da cadeia de produção, transformação e distribuição de alimentos. Não coincidência que os benefícios económicos de grandes multinacionais de sementes, adubos, comercialização e transformação das cadeias alimentares e de distribuição retalhista não tenham pára de crescer.

Os alimentos tornaram-se uma mercadoria nas mãos do maior lance. A terra, sementes, água… são propriedade de multinacionais que se ponha um preço exorbitante alguns activos que até recentemente eram públicos. Confrontados com a mercantilização da vida, temos de afirmar o direito dos povos à soberania alimentar, para controlar a sua agricultura ea sua alimentação. Nós não podemos especular sobre o que nos alimenta.

(*) Esther Vivas é co-coordenador do Supermercados livros, e não através do comércio justo Whither?. Este artigo foi publicado na revista Pública.
May 20

QUEN GAÑA COA CRISIS ALIMENTARIA MUNDIAL?

El precio de los alimentos y, en especial, de los cereales básicos ha aumentado espectacularmente en estos últimos meses. Los medios de comunicación nos han mostrado nuevas revueltas del hambre en los países del Sur que nos recuerdan aquellas que se llevaron a cabo a mediados y finales de los ochenta contra los planes de ajuste estructural impuestos por el Banco Mundial y el Fondo Monetario Internacional.

En países como Haití, Pakistán, Guinea, Marruecos, México, Senegal, Uzbekistán, Bangladesh… la gente ha salido a la calle para decir: “Ya basta”. Pero, ¿qué se esconde detrás de la crisis alimentaria mundial? ¿Todo el mundo pierde? ¿Hay quien sale ganando?

El precio de sesenta productos agrícolas ha aumentado un 37% en el último año en el mercado internacional. Un aumento que ha afectado sobre todo a los cereales con una subida del 70%. Entre éstos, el trigo, la soja, los aceites vegetales y el arroz han alcanzado cifras récord. El precio del trigo, por ejemplo, suma hoy un 130% más que hace un año y el arroz un 100%. Viendo estos datos no es de extrañar las explosiones de violencia en el Sur para conseguir alimentos porque son los cereales básicos, aquellos que alimentan a los más pobres, los que han experimentado una subida sin parangón.

"El problema hoy no es la falta de alimentos en el mundo, sino la imposibilidad para acceder a ellos"
Pero el problema hoy no es la falta de alimentos en el mundo, sino la imposibilidad para acceder a ellos. De hecho, la producción de cereales a nivel mundial se ha triplicado desde los años sesenta, mientras que la población a escala global tan sólo se ha duplicado.

Hay razones varias que explican este aumento espectacular de los precios: desde las sequías y otros fenómenos meteorológicos en países productores como China, Bangladesh y Australia que habrían afectado a las cosechas; el aumento del consumo de carne por parte de pujantes clases medias en América Latina y en Asia, especialmente en China; las importaciones de cereales realizadas por países hasta el momento autosuficientes como India, Vietnam o China, debido a la pérdida de tierras de cultivo; el aumento del precio del petróleo que habría repercutido directa o indirectamente, y hasta las crecientes inversiones especulativas en materias primas.

Es aquí donde creo importante centrarnos en estas dos últimas causas. El aumento del precio del petróleo ha generado el uso de combustibles alternativos como aquellos de origen vegetal. Gobiernos como el de Estados Unidos, la Unión Europea, Brasil y otros han hecho especial énfasis en la producción de agrocombustibles como una alternativa a la escasez de petróleo y al calentamiento global. Pero esta producción de combustible verde entra en competencia directa con la producción de alimentos.

Por poner sólo un ejemplo, el año pasado en Estados Unidos el 20% del total de la cosecha de cereales fue utilizada para producir etanol y se calcula que en la próxima década esta cifra llegará al 33%. Imaginémonos esta situación en los países del Sur. La FAO, la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura, ya ha reconocido que “a corto plazo, es muy probable que la expansión rápida de combustibles verdes, a nivel mundial, tenga efectos importantes en la agricultura de América Latina”.

"La crisis alimentaria global beneficia a las multinacionales que monopolizan cada uno de los eslabones de la cadena de producción, transformación y distribución de los alimentos"
Otra causa a resaltar es la creciente inversión por parte del capital especulador en materias primas. En la medida en que la burbuja inmobiliaria estalló en los Estados Unidos y se profundizó en la crisis financiera, los especuladores empezaron a invertir en alimentos, empujando al alza sus precios.

Pero esta crisis alimentaria mundial no es coyuntural, sino que responde al impacto de las políticas neoliberales que se vienen aplicando desde hace treinta años a escala global. Liberalización comercial a ultranza a través de las negociaciones en la Organización Mundial del Comercio y en los acuerdos de libre comercio y las políticas de ajuste estructural, el pago de la deuda externa, la privatización de los servicios y bienes públicos son sólo algunas de las medidas que se han venido imponiendo por parte del Banco Mundial y el Fondo Monetario Internacional en las últimas décadas en los países del Sur.

Unas políticas que han permitido la invasión de estos mercados por productos del agrobusiness del Norte altamente subvencionados y que han acabado con la agricultura y la ganadería autóctona; reconvirtiendo y privatizando tierras destinadas hasta el momento al abastecimiento local en tierras de producción de mercancías para la exportación. Unos territorios en manos de la agroindustria, quien ha sacado provecho de una mano de obra barata y de una laxa legislación medioambiental.

"Debemos de reivindicar el derecho de los pueblos a la soberanía alimentaria, a controlar su agricultura y su alimentación"
Este modelo de agricultura y alimentación no sólo tiene consecuencias en el Sur global, sino también en las comunidades del Norte: acabando, en ambos lados del planeta, con una agricultura familiar y un comercio de proximidad vital para las economías locales; promoviendo una creciente inseguridad alimentaria con una dieta que se abastece de alimentos que recorren miles de kilómetros antes de llegar a nuestra mesa, y fomentando una agricultura y ganadería intensiva, desnaturalizada, drogodependiente (por el alto uso de pesticidas) y donde el beneficio económico se antepone a los derechos sociales y medioambientales.

La crisis alimentaria global beneficia a las multinacionales que monopolizan cada uno de los eslabones de la cadena de producción, transformación y distribución de los alimentos. No en vano los beneficios económicos de las principales multinacionales de las semillas, de los fertilizantes, de la comercialización y transformación de comida y de las cadenas de la distribución al detalle no han parado de aumentar.

Los alimentos se han convertido en una mercancía en manos del mejor postor. Las tierras, las semillas, el agua… son propiedad de multinacionales que ponen un precio exorbitante a unos bienes que hasta hace muy poco eran públicos. Frente a la mercantilización de la vida, debemos de reivindicar el derecho de los pueblos a la soberanía alimentaria, a controlar su agricultura y su alimentación. No se puede especular con aquello que nos alimenta.

(*) Esther Vivas es co-coordinadora de los libros Supermercados, no gracias y ¿Adónde va el comercio justo?. Este artículo ha sido publicado en el diario Público.
March 25

EL IMPERIO DEL CONSUMO

El imperio del consumo

Eduardo Galeano

2008-03-25

El derecho al derroche, privilegio de pocos, dice ser la libertad de todos. Esta civilización no deja dormir a las flores, ni a las gallinas, ni a la gente.  En los invernaderos, las flores están sometidas a luz continua, para que crezcan más rápido.  En las fábricas de huevos, las gallinas también tienen prohibida la noche.  Y la gente está condenada al insomnio, por la ansiedad de comprar y la angustia de pagar.

 La explosión del consumo en el mundo actual mete más ruido que todas las guerras y arma más alboroto que todos los carnavales. Como dice un viejo proverbio turco, quien bebe a cuenta, se emborracha el doble.

 La parranda aturde y nubla la mirada; esta gran borrachera universal parece no tener límites en el tiempo ni en el espacio. Pero la cultura de consumo suena mucho, como el tambor, porque está vacía; y a la hora de la verdad, cuando el estrépito cesa y se acaba la fiesta, el borracho despierta, solo, acompañado por su sombra y por los platos rotos que debe pagar.

 La expansión de la demanda choca con las fronteras que le impone el mismo sistema que la genera. El sistema necesita mercados cada vez más abiertos y más amplios, como los pulmones necesitan el aire, y a la vez necesita que anden por los suelos, como andan, los precios de las materias primas y de la fuerza trabajo. El sistema habla en nombre de todos, a todos dirige sus imperiosas órdenes de consumo, entre todos difunde la fiebre compradora; pero ni modo: Para casi todos esta aventura comienza y termina en la pantalla del televisor. La mayoría, que se endeuda para tener cosas, termina teniendo nada más que deudas para pagar deudas que generan nuevas deudas, y acaba consumiendo fantasías que a veces materializa delinquiendo.

 El derecho al derroche, privilegio de pocos, dice ser la libertad de todos. Dime cuánto consumes y te diré cuánto vales. Esta civilización no deja dormir a las flores, ni a las gallinas, ni a la gente. En los invernaderos, las flores están sometidas a luz continua, para que crezcan más rápido. En las fábricas de huevos, las gallinas también tienen prohibida la noche. Y la gente está condenada al insomnio, por la ansiedad de comprar y la angustia de pagar. Este modo de vida no es muy bueno para la gente, pero es muy bueno para la industria farmacéutica.

 EEUU consume la mitad de los sedantes, ansiolíticos y demás drogas químicas que se venden legalmente en el mundo, y más de la mitad de las drogas prohibidas que se venden ilegalmente, lo que no es moco de pavo si se tiene en cuenta que EEUU apenas suma el cinco por ciento de la población mundial.

 «Gente infeliz, la que vive comparándose», lamenta una mujer en el barrio del Buceo, en Montevideo. El dolor de ya no ser, que otrora cantara el tango, ha dejado paso a la vergüenza de no tener. Un hombre pobre es un pobre hombre. «Cuando no tenés nada, pensás que no valés nada», dice un muchacho en el barrio Villa Fiorito, de Buenos Aires. Y otro comprueba, en la ciudad dominicana de San Francisco de Macorís: «Mis hermanos trabajan para las marcas. Viven comprando etiquetas, y viven sudando la gota gorda para pagar las cuotas». Invisible violencia del mercado: la diversidad es enemiga de la rentabilidad, y la uniformidad manda. La producción en serie, en escala gigantesca, impone en todas partes sus obligatorias pautas de consumo. Esta dictadura de la uniformización obligatoria es más devastadora que cualquier dictadura del partido único: impone, en el mundo entero, un modo de vida que reproduce a los seres humanos como fotocopias del consumidor ejemplar.

 El consumidor ejemplar es el hombre quieto. Esta civilización, que confunde la cantidad con la calidad, confunde la gordura con la buena alimentación. Según la revista científica The Lancet, en la última década la «obesidad severa» ha crecido casi un 30 % entre la población joven de los países más desarrollados. Entre los niños norteamericanos, la obesidad aumentó en un 40% en los últimos dieciséis años, según la investigación reciente del Centro de Ciencias de la Salud de la Universidad de Colorado. El país que inventó las comidas y bebidas light, los diet food y los alimentos fat free, tiene la mayor cantidad de gordos del mundo. El consumidor ejemplar sólo se baja del automóvil para trabajar y para mirar televisión. Sentado ante la pantalla chica, pasa cuatro horas diarias devorando comida de plástico.

 Triunfa la basura disfrazada de comida: Esta industria está conquistando los paladares del mundo y está haciendo trizas las tradiciones de la cocina local. Las costumbres del buen comer, que vienen de lejos, tienen, en algunos países, miles de años de refinamiento y diversidad, y son un patrimonio colectivo que de alguna manera está en los fogones de todos y no sólo en la mesa de los ricos. Esas tradiciones, esas señas de identidad cultural, esas fiestas de la vida, están siendo apabulladas, de manera fulminante, por la imposición del saber químico y único: la globalización de la hamburguesa, la dictadura de la fast food. La plastificación de la comida en escala mundial, obra de McDonald's, Burger King y otras fábricas, viola exitosamente el derecho a la autodeterminación de la cocina: sagrado derecho, porque en la boca tiene el alma una de sus puertas.

 El campeonato mundial de fútbol del 98 nos confirmó, entre otras cosas, que la tarjeta MasterCard tonifica los músculos, que la Coca-Cola brinda eterna juventud y  que el menú de McDonald's no puede faltar en la barriga de un buen atleta. El inmenso ejército de McDonald's dispara hamburguesas a las bocas de los niños y de  los adultos en el planeta entero. El doble arco de esa M sirvió de estandarte, durante la reciente conquista de los países del Este de Europa. Las colas ante el McDonald's de Moscú, inaugurado en 1990 con bombos y platillos, simbolizaron la victoria de Occidente con tanta elocuencia como el desmoronamiento del Muro de Berlín.

 Un signo de los tiempos: Esta empresa, que encarna las virtudes del mundo libre, niega a sus empleados la libertad de afiliarse a ningún sindicato. McDonald's viola, así, un derecho legalmente consagrado en los muchos países donde opera. En 1997, algunos trabajadores, miembros de eso que la empresa llama la Macfamilia, intentaron sindicalizarse en un restorán de Montreal en Canadá: el restorán cerró. Pero en el 98, otros empleados de McDonald's, en una pequeña ciudad cercana a Vancouver, lograron esa conquista, digna de la Guía Guinness.

 Las masas consumidoras reciben órdenes en un idioma universal: la publicidad ha logrado lo que el esperanto quiso y no pudo. Cualquiera entiende, en cualquier lugar, los mensajes que el televisor transmite. En el último cuarto de siglo, los gastos de publicidad se han duplicado en el mundo. Gracias a ellos, los niños pobres toman cada vez más Coca-Cola y cada vez menos leche, y el tiempo de ocio se va haciendo tiempo de consumo obligatorio. Tiempo libre, tiempo prisionero: las casas muy pobres no tienen cama, pero tienen televisor, y el televisor tiene la palabra... Comprado a plazos, ese animalito prueba la vocación democrática del progreso: a nadie escucha, pero habla para todos. Pobres y ricos conocen, así, las virtudes de los automóviles último modelo, y pobres y ricos se enteran de las ventajosas tasas de interés que tal o cual banco ofrece.

 Los expertos saben convertir a las mercancías en mágicos conjuntos contra la soledad. Las cosas tienen atributos humanos: acarician, acompañan, comprenden, ayudan, el perfume te besa y el auto es el amigo que nunca falla.

 La cultura del consumo ha hecho de la soledad el más lucrativo de los mercados. Los agujeros del pecho se llenan atiborrándolos de cosas, o soñando con hacerlo. Y las cosas no solamente pueden abrazar: ellas también pueden ser símbolos de ascenso social, salvoconductos para atravesar las aduanas de la sociedad de clases, llaves que abren las puertas prohibidas. Cuanto mámás exclusivas, mejor: Las cosas te eligen y te salvan del anonimato multitudinario. La publicidad no informa sobre el producto que vende, o rara vez lo hace. Eso es lo de menos. Su función primordial consiste en compensar frustraciones y alimentar fantasías: ¿En quién quiere usted convertirse comprando esta loción de afeitar?

 El criminólogo Anthony Platt ha observado que los delitos de la calle no son solamente fruto de la pobreza extrema. También son fruto de la ética individualista. La obsesión social del éxito, dice Platt, incide decisivamente sobre la apropiación ilegal de las cosas. Yo siempre he escuchado decir que el dinero no produce la felicidad; pero cualquier televidente pobre tiene motivos de sobra para creer que el dinero produce algo tan parecido, que la diferencia es asunto de especialistas.

 Según el historiador Eric Hobsbawm, el siglo XX puso fin a siete mil años de vida humana centrada en la agricultura desde que aparecieron los primeros cultivos, a fines del paleolítico. La población mundial se urbaniza, los campesinos se hacen ciudadanos. En América Latina tenemos campos sin nadie y enormes hormigueros urbanos: las mayores ciudades del mundo, y las más injustas. Expulsados por la agricultura moderna de exportación, y por la erosión de sus tierras, los campesinos invaden los suburbios. Ellos creen que Dios está en todas partes, pero por experiencia saben que atiende en las grandes urbes. Las ciudades prometen trabajo, prosperidad, un porvenir para los hijos. En los campos, los esperadores miran pasar la vida, y mueren bostezando; en las ciudades, la vida ocurre, y llama. Hacinados en tugurios, lo primero que descubren los recién llegados es que el trabajo falta y los brazos sobran, que nada es gratis y que los más caros artículos de lujo son el aire y el silencio.

 Mientras nacía el siglo XIV, fray Giordano da Rivalto pronunció en Florencia un elogio de las ciudades. Dijo que las ciudades crecían «porque la gente tiene el gusto de juntarse». Juntarse, encontrarse. Ahora, ¿quién se encuentra con quién? ¿Se encuentra la esperanza con la realidad? El deseo, ¿se encuentra con el mundo? Y la gente, ¿se encuentra con la gente? Si las relaciones humanas han sido reducidas a relaciones entre cosas, ¿cuánta gente se encuentra con las cosas?

 El mundo entero tiende a convertirse en una gran pantalla de televisión, donde las cosas se miran pero no se tocan. Las mercancías en oferta invaden y privatizan los espacios públicos. Las estaciones de autobuses y de trenes, que hasta hace poco eran espacios de encuentro entre personas, se están convirtiendo ahora en espacios de exhibición comercial.

 El shopping center, o shopping mall, vidriera de todas las vidrieras, impone su presencia avasallante. Las multitudes acuden, en peregrinación, a este templo mayor de las misas del consumo. La mayoría de los devotos contempla, en éxtasis, las cosas que sus bolsillos no pueden pagar, mientras la minoría compradora se somete al bombardeo de la oferta incesante y extenuante. El gentío, que sube y baja por las escaleras mecánicas, viaja por el mundo: los maniquíes visten como en Milán o París y las máquinas suenan como en Chicago, y para ver y oír no es preciso pagar pasaje. Los turistas venidos de los pueblos del interior, o de las ciudades que aún no han merecido estas bendiciones de la felicidad moderna, posan para la foto, al pie de las marcas internacionales más famosas, como antes posaban al pie de la estatua del prócer en la plaza. Beatriz Solano ha observado que los habitantes de los barrios suburbanos acuden al center, al shopping center, como antes acudían al centro. El tradicional paseo del fin de semana al centro de la ciudad, tiende a ser sustituido por la excursión a estos centros urbanos. Lavados y planchados y peinados, vestidos con sus mejores galas, los visitantes vienen a una fiesta donde no son convidados, pero pueden ser mirones. Familias enteras emprenden el viaje en la cápsula espacial que recorre el universo del consumo, donde la estética del mercado ha diseñado un paisaje alucinante de modelos, marcas y etiquetas.

 La cultura del consumo, cultura de lo efímero, condena todo al desuso mediático. Todo cambia al ritmo vertiginoso de la moda, puesta al servicio de la necesidad de vender. Las cosas envejecen en un parpadeo, para ser reemplazadas por otras cosas de vida fugaz. Hoy que lo único que permanece es la inseguridad, las mercancías, fabricadas para no durar, resultan tan volátiles como el capital que las financia y el trabajo que las genera. El dinero vuela a la velocidad de la luz: ayer estaba allá, hoy está aquí, mañana quién sabe, y todo trabajador es un desempleado en potencia. Paradójicamente, los shoppings centers, reinos de la fugacidad, ofrecen la más exitosa ilusión de seguridad. Ellos resisten fuera del tiempo, sin edad y sin raíz, sin noche y sin día y sin memoria, y existen fuera del espacio, más allá de las turbulencias de la peligrosa realidad del mundo.

 Los dueños del mundo usan al mundo como si fuera descartable: una mercancía de vida efímera, que se agota como se agotan, a poco de nacer, las imágenes que dispara la ametralladora de la televisión y las modas y los ídolos que la publicidad lanza, sin tregua, al mercado. Pero, ¿a qué otro mundo vamos a mudarnos? ¿Estamos todos obligados a creernos el cuento de que Dios ha vendido el planeta a unas cuantas empresas, porque estando de mal humor decidió privatizar el universo? La sociedad de consumo es una trampa cazabobos. Los que tienen la manija simulan ignorarlo, pero cualquiera que tenga ojos en la cara puede ver que la gran mayoría de la gente consume poco, poquito y nada necesariamente, para garantizar la existencia de la poca naturaleza que nos queda. La injusticia social no es un error a corregir, ni un defecto a superar: Es una necesidad esencial. No hay naturaleza capaz de alimentar a un shopping center del tamaño del planeta.

March 15

Estas navidades siniestras(Garcia Marquez)

Ya nadie se acuerda de Dios en Navidad. Hay tanto estruendo de cornetas y fuegos de artificio, tantas guirnaldas de focos de colores, tantos pavos inocentes degollados y tantas angustias de dinero para quedar bien por encima de nuestros recursos reales, que uno se pregunta si a alguien le queda un instante para darse cuenta de que semejante despelote es para celebrar el cumpleaños de un niño que nació hace 2 000 años en una caballeriza de miseria, a poca distancia de donde había nacido, unos mil años antes, el rey David.

Novecientos cincuenta y cuatro millones de cristianos creen que ese niño era Dios encarnado, pero muchos lo celebran como si en realidad no lo creyeran. Lo celebran además muchos millones que no lo han creído nunca, pero les gusta la parranda, y muchos otros que estarían dispuestos a voltear el mundo al revés para que nadie lo siguiera creyendo. Sería interesante averiguar cuántos de ellos creen también en el fondo de su alma que la Navidad de ahora es una fiesta abominable, y no se atreven a decirlo por un prejuicio que ya no es religioso, sino social.

Lo más grave de todo es el desastre cultural que estas Navidades pervertidas están causando en América Latina. Antes, cuando solo teníamos costumbres heredadas de España, los pesebres domésticos eran prodigios de imaginación familiar. El niño Dios era más grande que el buey, las casitas encaramadas en las colinas eran más grandes que la virgen, y nadie se fijaba en anacronismos: el paisaje de Belén era completado con un tren de cuerda, con un pato de peluche más grande que un león que nadaba en el espejo de la sala, o con un agente de tránsito que dirigía un rebaño de corderos en una esquina de Jerusalén. Encima de todo se ponía una estrella de papel dorado con una bombilla en el centro, y un rayo de seda amarilla que habría de indicar a los Reyes Magos el camino de la salvación. El resultado era más bien feo, pero se parecía a nosotros, y desde luego era mejor que tantos cuadros primitivos mal copiados del aduanero Rousseau.

La mistificación empezó con la costumbre de que los juguetes no los trajeron los Reyes Magos —como sucede en España con toda razón—, sino el niño Dios. Los niños nos acostábamos más temprano para que los regalos llegaran pronto, y éramos felices oyendo las mentiras poéticas de los adultos. Sin embargo, yo no tenía más de cinco años cuando alguien en mi casa decidió que ya era tiempo de revelarme la verdad. Fue una desilusión no solo porque yo creía de veras que era el niño Dios quien traía los juguetes, sino también porque hubiera querido seguir creyéndolo. Además, por pura lógica de adulto, pensé entonces que también los otros misterios católicos eran inventados por los padres para entretener a los niños, y me quedé en el limbo. Aquel día —como decían los maestros jesuitas en la escuela primaria— perdí la inocencia, pues descubrí que tampoco a los niños los traían las cigüeñas de París, que es algo que todavía me gustaría seguir creyendo para pensar más en el amor y menos en la píldora.

Todo aquello cambió en los últimos treinta años, mediante una operación comercial de proporciones mundiales que es al mismo tiempo una devastadora agresión cultural. El niño Dios fue destronado por el Santa Claus de los gringos y los ingleses, que es el mismo Papá Noel de los franceses, y a quienes todos conocemos demasiado. Nos llegó con todo: el trineo tirado por un alce, y el abeto cargado de juguetes bajo una fantástica tempestad de nieve. En realidad, este usurpador con nariz de cervecero no es otro que el buen San Nicolás, un santo al que yo quiero mucho porque es el de mi abuelo el coronel, pero que no tiene nada que ver con la Navidad, y mucho menos con la Nochebuena tropical de la América Latina. Según la leyenda nórdica, San Nicolás reconstruyó y revivió a varios escolares que un oso había descuartizado en la nieve, y por eso lo proclamaron el patrono de los niños. Pero su fiesta se celebra el 6 de diciembre y no el 25. La leyenda se volvió institucional en las provincias germánicas del Norte a fines del siglo XVIII, junto al árbol de los juguetes, y hace poco más de cien años pasó a Gran Bretaña y Francia. Luego pasó a Estados Unidos, y estos nos lo mandaron para América Latina, con toda una cultura de contrabando: la nieve artificial, las candilejas de colores, el pavo relleno y estos quince días de consumismo frenético al que muy pocos nos atrevemos a escapar. Con todo, tal vez lo más siniestro de estas Navidades de consumo sea la estética miserable que trajeron consigo: esas tarjetas postales indigentes, esas ristras de foquitos de colores, esas campanitas de vidrio, esas coronas de muérdago colgadas en el umbral, esas canciones de retrasados mentales que son los villancicos traducidos del inglés; y tantas otras estupideces gloriosas para las cuales ni siquiera valía la pena de haber inventado la electricidad.

Todo eso, en torno a la fiesta más espantosa del año. Una noche infernal en que los niños no pueden dormir con la casa llena de borrachos que se equivocan de puerta buscando dónde desaguar, o persiguiendo a la esposa de otro que acaso tuvo la buena suerte de quedarse dormido en la sala. Mentira: no es una noche de paz y amor, sino todo lo contrario. Es la ocasión solemne de la gente que no se quiere. La oportunidad providencial de salir por fin de los compromisos aplazados por indeseables: la invitación al pobre ciego que nadie invita, a la prima Isabel que se quedó viuda hace quince años, a la abuela paralítica que nadie se atreve a mostrar. Es la alegría por decreto, el cariño por lástima, el momento de regalar porque nos regalan, y de llorar en público sin dar explicaciones. Es la hora feliz de que los invitados se beban todo lo que sobró de la Navidad anterior: la crema de menta, el licor de chocolate, el vino de plátano. No es raro, como sucede a menudo, que la fiesta termine a tiros. Ni es raro tampoco que los niños —viendo tantas cosas atroces— terminen por creer de veras que el niño Jesús no nació en Belén, sino en Estados Unidos.

(Tomado de Aporrea)

January 29

COINCIDENCIAS

Tres cuartas partes do recorrido quedaban atras. Xa soio era cuestión de deixarse levar, relaxarse e deixar que o camiño impuxera o ritmo que a el lle petase.
coñecéranse na consulta do nerólogo. Foi como estar por un intre no ollo do furacan, unha calma luxuriosa arrodeada por todas partes do caos mais absoluto.
Deronse o enderezo e mais o teléfono, e o " mañan chamote" sooulles a espranza, a vida.
Coincidian en moitas cousas, os mesmos livros, as mesmas pelis, a mesma música...
Coincidian en moitas cousas pero nunca souberon que a maior coincidencia era o diagnóstico compartido.
Fiz 
August 25

hinmno galego e rajoy

El PP presenta hoy en el Congreso una iniciativa para que se ponga letra al himno español

El COE hizo la semana pasada una proposición similar para que los deportistas puedan cantar el himno

EFE - Madrid - 04/06/2007

 
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El presidente del PP, Mariano Rajoy, ha anunciado esta mañana que su grupo parlamentario presentará "hoy mismo" una iniciativa en el Congreso para que se cree una comisión que ponga letra al himno nacional. En declaraciones a Onda Cero recogidas, Rajoy ha afirmado que el trabajo de esa comisión debería durar unos "dos o tres meses".

El presidente del PP realizó este anuncio al ser preguntado por el hecho de que el Comité Olímpico Español (COE) haya propuesto que se redacte una letra para el himno nacional para responder al deseo de los deportistas que quieren cantarlo en las grandes competiciones.

El pasado 18 de abril el historiador Jon Juaristi desveló que el anterior presidente del Gobierno, José María Aznar, encargó a un grupo de escritores y poetas, entre ellos él mismo, poner letra al himno nacional, aunque no llegó a hacerse porque "no había posibilidad de llegar a un consenso con la oposición".

Moratinos lo cantaría con "pasión"

El ministro de Asuntos Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, se ha mostrado a este respecto partidario de poner letra al himno nacional "si hay consenso de todas las partes" y ha añadido que, si es así, lo cantará con "pasión", "emoción", y con el "sentimiento de representar a una gran nación".

En declaraciones a RNE recogidas, Moratinos ha asegurado que, como ministro de Asuntos Exteriores y de Cooperación, cuando viaja fuera de España representando "a los 44 millones de españoles, a la octava economía del mundo" y suena el himno nacional "es algo muy íntimo, muy emotivo y muy significativo" para él.

A Cañizares, "como español", le gustaría que tuviera letra

El cardenal Primado de España y arzobispo de Toledo, Antonio Cañizares, ha dicho hoy que, "como español, me gustaría que tuviésemos una letra en el himno nacional". El también vicepresidente de la Conferencia Episcopal Española manifestó que él cree que "todos queremos de alguna manera que tengamos una letra" para el himno nacional.

En este sentido señaló que si en Toledo el himno de la ciudad tiene letra "y nos ponemos muy gozosos cuando la cantamos, por ejemplo el próximo miércoles por la noche bajo el Arco de Palacio", con motivo de las festividades del Corpus, y "la gente vibra, cómo no vamos a vibrar también con el himno nacional". 

Rajoy sostiene que saber el himno gallego "no le importa a nadie"

El BNG tilda de ignorante al líder del PP

EL PAÍS - Santiago - 24/08/2007

 
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El presidente del Partido Popular, Mariano Rajoy, contestó ayer a la intención del vicepresidente de la Xunta, Anxo Quintana, de que en el centenario de la primera interpretación del himno gallego no haya niño en Galicia "que no conozca y sepa cantar los versos del bardo de Bergantiños".

Rajoy, que hace poco tiempo se mostraba a favor de elegir una letra para el himno español, sostiene que conocer el gallego "no le importa a nadie" y la prioridad educativa es que "los niños estudien inglés desde los tres años y se familiaricen con la sociedad de la información y las nuevas tecnologías desde la edad más temprana, que sepan muchas ciencias, muchas matemáticas y que tengan un modelo educativo exigente, porque si no, les estaremos engañando". "Eso es lo que les va a permitir a los niños triunfar en la vida y que su país mejore. Esa es la prioridad", reiteró el dirigente popular en una entrevista a Europa Press. "Aquí se ha hablado de poner los nombres de las lápidas en gallego, se ha hablado del cambio de hora...Todo eso no le importa a nadie", zanjó Rajoy.

El vicepresidente de la Xunta, Anxo Quintana, aseguró con ironía, en respuesta a Rajoy, que los niños gallegos "son capaces de hacer más de dos cosas a la vez" y estudiar inglés y nuevas tecnologías compatibilizándolo con aprender el himno. "Rajoy debe ser como Bush, que no es capaz de hacer dos cosas a la vez, pero los niños gallegos sí pueden", remachó Quintana en una entrevista a la Cadena SER. El líder nacionalista rechazó que el texto del himno gallego contenga matices agresivos ya que, según él, sólo se trata "de una evocación de la identidad de Galicia". Quintana explicó que "es la primera" vez que "algún político de Madrid" se siente aludido por los versos del himno que hacen referencia a los "imbéciles e escuros".

El coordinador ejecutivo del BNG, Francisco Jorquera, replicó a Rajoy asegurando que "sólo un ignorante o una persona acomplejada que reniega de su origen gallego puede establecer una contradicción entre conocer el himno de su país y estudiar inglés y familiarizarse con las nuevas tecnologías". Para Francisco Jorquera, "el problema del señor Rajoy" es la "visión sectaria y excluyente" que tiene de España "y que no asume" la "diversidad de naciones y culturas" del Estado. Sin embargo, sostiene, Rajoy no aplica los mismos razonamientos cuando de lo que se trata es de conocer la historia de España o de hacer conocer y respetar los símbolos españoles.

También los socialistas se sumaron a la polémica. El portavoz parlamentario del PSdeG, Ismael Rego, consideró "increíble" que a Rajoy "le pueda molestar que los niños conozcan sus símbolos, su himno, su idioma y su cultura", a los que el dirigente popular, dijo, nunca tuvo aprecio o respeto. El portavoz socialista valoró como "irrelevante" la opinión de Rajoy respecto a la comunidad y los gallegos ya que, según explicó, desde que conoció al líder popular cuando era vicepresidente de la Xunta no le ha escuchado decir "ni una sola palabra en gallego". Para Rego, la razón de las declaraciones de Rajoy es una búsqueda de "la confrontación a toda costa".

July 14

tangallegocomoelgallego

Hai un grupiño de xente con apelidos moi compostos e filiación inequívoca que anda a recoller asinaturas en contra do noso idioma. Seica van polas dez mil, e non dubidamos que serán algunhas máis. Segundo eles, estase a producir unha imposición da lingua no ensino. O seu argumento-estrela é que o español é tan galego coma o galego.

Imos intentar desentrañalo por consenso científico. A ver logo. Aplicamos a lóxica que nos ensinaron (en español, só en español, sempre en español) na escolarización media e primaria. Non hai présa.

-Principio base: calquera cousa é igual a si mesma. Se A é igual a A, A é igual a A. O español é igual a si mesmo e o galego tamén. Espero que ninguén se sinta ofendido por este principio.

-Principio base avanzado ou axioma da ra Gustavo: se unha cousa é igual a si mesma e aparece unha segunda cousa que é igual á cousa anterior, as dúas cousas son iguais. Exemplo (vid. Barrio Sésamo): certo número 3 vai andando a brinquiños por un centro comercial. Busca impaciente a máquina de refrescos. De repente aparece outro número 3 brincando nervioso. Os dous quedan parados. O segundo número 3 non busca un refresco, senón a súa filliña, a letra P, que acaba de escaparlle para a sala de xogos. Nada máis verse, o primeiro número 3 e o segundo número 3 detéñense e crávanse a mirada. Acaban de descubrir que son iguais! E senten alegría, unha inesperada proximidade (en Barrio Sésamo a xenética non existe).

Como todo o mundo viu algunha vez Barrio Sésamo, non reproducimos o resto da historia. É moi entrañable e ao final, xa adiviñaría o astuto lector, a máquina de refrescos estaba dentro da sala de xogos.

-Principio tangallegocomoelgallego: un 4 vai saltando co seu único pé polo centro comercial de antes. Busca a máquina de refrescos. Segundo tangallegocomoelgallego, cando aparece 3 en escena, 4 dálle unhas palmadas nerviosas. “Ei! Ti e mais eu somos iguais!!”, di con satisfacción. A escena conxélase.

Sae a ra Gustavo, didáctica: “queridos nenos, este número está confundido. El di que é igual a 3. Vós que pensades?”. Nenas e nenos de medio mundo, sentados frente á tele da casa coas perniñas colgando, berran “Nooon! Son distintos!”. E entón vén o monstro das galletas e canta a canción dos dez números. Publicidade.

-Conclusión A: o galego é tan galego coma o galego. O español ten máis sorte; é en todo igual a si mesmo pero ademais pode ser igual a outra cousa.

-Conclusión B: o español é tan español coma o español e tan galego coma o galego. Pero o galego non é tan español coma o español –isto último creo que pode entendelo incluso un españolista-.

BIBLIOGRAFÍA (en español, claro)

Lógica fluida : una alternativa a la lógica tradicional, DE BONO, Edward, Ed. Paidós
Constitución española, VV.AA, Ed. Castillejo
Barrio Sésamo – Aprenda con el monstruo de las galletas, Ed. Planeta Junior

Un artigo de Xabier Cordal
March 08

ARTIGO DE OLEGUER

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Artículo de Oleguer, jugador del Barça
La buena fe

De Juana Chaos ha pasado los últimos veinte años en la prisión. Reducida por los beneficios penitenciarios que preveía la legislación anterior, se había computado y establecido una condena de dieciocho años por los crímenes que cometió. Aún así, continúa en prisión preventiva, pendiente de la resolución definitiva del procedimiento abierto por el contenido de dos artículos publicados e el diario Gara.

La Audiencia Nacional española considera que, con estos artículos de opinión, De Juanna Chaos ha cometido delitos de amenazas terroristas y le ha condenado a doce años y medio más de prisión. Como protesta por esta decisión, De Juana Chaos ha optado por hacer huelga de hambre hasta las últimas consecuencias.

Los estados de derecho (como tantas veces nos repiten como si fuera una campaña publicitaria) no prevén la pena de muerte ni la cadena perpetua. Del mismo modo continúa prohibiendo la eutanasia. Me guiaré por la buena fe y supondré que el estado de derecho no ha dejado de confiar en sus leyes y continúa no queriendo aplicar la cadena perpetua o la pena de muerte Guiado por la misma buena fe, consideraré que los motivos políticos no hacen que la eutanasia sea legal.

Supondré, también movido por la buena fe, que el contenido de los artículos que ha publicado De Juana Chaos es lo suficiente explícito y claro para mantener en la prisión una persona en riesgo de morir. Me gustaría pensar que, al estado de derecho, hay libertad de expresión y que, en este caso, así como el d'Egunkaria o el del actor Pepe Rubianes por mencionar algunos, hay indicios suficientes para procesar a los responsables (de lo contrario, todo el mundo ya habría levantado el grito al cielo, como es costumbre, cuando hay episodios de falta de libertad de expresión lejos de estas comarcas, ponemos por caso en Marruecos, en Cuba o en Turquía).

La buena fe me impulsa a pensar que en el estado de derecho la justicia es igual para todo el mundo, que no influyen las presiones políticas y que realmente hay independencia judicial; que las declaraciones del ministro de Justicia, López Aguilar, en qué afirmaba: 'el Gobierno construirá nuevas imputaciones para evitar dichas excarcelaciones', refiriéndose al caso de De Juana Chaos, no han influido en la sentencia judicial.

Alguien decía: Hechos, no palabras. Pues David Fernàndez, en su libro 'Crónicas del 6 y otros retalls de la cloaca policial', nos informa de los hechos siguientes: el ex-general de la guardia civil y miembro destacado de los horrores d'Intxaurrondo, Enrique Rodríguez Galindo, fue condenado a setenta y cinco años de prisión por el asesinato de Lasa y Zabala y tan sólo cumplió poco más de cuatro porque alegaba problemas de salud. Julen Elorriaga también fue excarcelado por motivos de salud; condenado a casi ochenta años de prisión por los mismos hechos sólo ha cumplido un 3% de la condena. De la Rosa, después de estafar toda España, gracias a una depresión puede disfrutar de un generoso régimen de tercer grado. Rafael Vera, tras ser condenado a diez años de prisión por el secuestro de Segundo Marey, reivindicado por los GAL, sólo pasó ocho meses recluido por aquella causa...

David, en su libro, habla básicamente de torturas y torturadores de como la justicia muestra diferentes grados de severidad según el acusado, de como funciona la maquinaria informativa por criminalizar determinadas disidencias, de como la policía crea las pruebas necesarias para imputar alguien cuando interesa políticamente, como el gobierno no quiere escuchar los informes del Relator Especial por la Cuestión de la Tortura de las Naciones Unidas o de organismos como Amnistía Internacional, que aseguran que en este estado de derecho se tortura.

Pero también resulta, ahora, que la fiscalía de la Audiencia Nacional pide el archivo del caso Egunkaria: no hay pruebas. Resulta que el noviembre del 2004 el Tribunal de Estrasburgo condena al estado español por 'no haber investigado' las torturas denunciadas, doce años antes, por diecisiete independentistas catalanes; hacía falta acallar las voces discordantes durante los Juegos Olímpicos. Resulta también que, el noviembre del 2005, Zapatero indulta cuatro policías locales de Vigo, inhabilitados y condenados en firme a dos y cuatro años de prisión por haber apaleado, insultado y vejado al ciudadano senegalès Mamadou Kane. Y resulta que Aznar había hecho igual el diciembre del 2000: catorce agentes condenados por torturas (uno de estos reincidente), indultados.

Y resulta que... Estoy hecho un lío. Demasiado a menudo este estado de derecho tiene partes oscuras que me hacen dudar. Todo esto apesta a hipocresía. Y tanta hipocresía hace que se te agote la buena fe.
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February 05

O futuro esta onde menos te esperas

Esa frase dun contacto do msn,e a conversación posterior convenceronme de ir abrindo unha a unha as pechaduras, as sete pechaduras que pechaban a caixa.
Ser un mesmo, errar unha e outra vez, pero ser un mesmo..."maneras de vivir...", nen máis nen menos.
Espero que esta aperta chegue con toda sua forza a esa fermosa cidade, máis fermosa si cabe coa tua presenza, Bruselas.
 
Segue asi, ainda que a veces se sufra, non cambies.
January 11

UNHA

Una esta triste,

una esta sola,

que tendra una

que pocos la quieren ahora..

-Lancelot-

 

Unha..

Unha enpezou chamandose..., seis anos, primeiro de E.X.B., morena e "gordita", non moito, digamos agradablemente "gordita". Penso que en todo o curso nin me dirixiu a palabra,claro, dona Beatriz empeñouse en porme como claro exemplo do "barbaro que fala en dialecto" e xa estabamos en 1975...

E que iba a saber un crio recen chegado de Mourisco que en "Orense te hablan castellano", o mais que sabiamos do castellano era o que nos ensinaba o señor Antonio "o Carteiro":-sabedes como se chaman os burros en Madrid? pois ASNOS...

Oscura entrada a miña na escola, tanto que empañou ata esa cariña que eu miraba de reollo, ai a miña..., se eu soupera falar como ela...

Coido que foi a primeira Unha, ainda que dubido que o orde cronolóxico sexa exacto a partir de agora, mesturarase todo e todas.

M......, coño, ela se que era bonita, morena, alta, delgada, recen chegada de París...coido que tiña 6 ou 7 anos, eu andaría polos 9. Nunca o soupo, pero funlle fiel de pensamento, palabra e obra ata os 15 anos. Ela, boeno, o meu "amor" por ela foi o meu segredo mellor gardado, ainda hoxe, penso que non o sabe ninguen, nin ela por suposto.

Claro que era relativamente doado serlle fiel ata os 15 anos, pero e que enton emmpezamos a celebrar os cumpleanos da pandilla nas buhardillas, casas vacías dos abos..e a fidelidade esvaiase cando soaban Scorpions e as suas baladas e cando o Yosi nos decía:

"que puedo hacer

si dices que nunca vas quererme"

Julia, Reyes..."pero que manía con la habitación de al lado.."

Julia, rostro pálido de azuís e profundos ollos, o mais que cheguei foi a sentarme o seu lado no cine e bailar o "Still loving you".. pero foi unha época fermosa, os primeiros golpes de estado producianse na pandilla e o "pacto entre caballeros" dinamitouno unha axustada falda ben levada por unha , xa enton, explosiva Reyes.

Pero a irman do Michel seguía a traernos amigas...

Puri, Monica, si Monica, a que cantaba como Ana Belen iso de: "sentada en el anden".

Cumpreanos de Fran (17 anos), Larios, Bacardi,victimas do futuro, mister Gary Moore, besos con sabor a pastel, pasteles da Dina, todo invitaba, pero o pensamento adolescente estaba en Diamond..Ana desexo, Ana suxerencia hoxe, Ana indiferencía mañan, Ana cariñosa pasado, Ana cerca, Ana lonxe Ana a primeira que fixo soñar, Ana a penúltima que me fixo...en fin, mellor que o resuma Toñi: Ana capricho.

Claro que non sempre Ana pantasma aparecía con tanta forza, e o final...Larios, Bacardi, Puri, Cristina, Belen ...victimas do futuro, mister Gary Moore...

(5-6 -1995)

October 26

YA VEREMOS

YA VEREMOS
 
 
 
Me dicen que esta noche
no soñaste conmigo
el mismo café de siempre
hoy porqué sabe tan mal
 
 
Me cuentan que el portero
...ni te miró
a pesar de esa minifalda
que produce dolor
 
 
 
Será que la verdad
hoy esta loca de atar
se acostó con la razón
y ahora no pueden parar
 
 
Será que el corazón
esta vez no dudó
pidió el divorcio a la cabeza
ya no duele el dolor
 
Y ya veremos
mañana ya veremos
ya veremos
mañana ya veremos
si la razón
se queda sin empleo
ya veremos
mañana ya veremos
si para siempre
era solo un momento
y ya veremos
mañana ya veremos
ya veremos
mañana ya veremos.
 
fiz-2005
 
 
 
October 23

para que decir nada

PARA QUE DECIR NADA

Podedes recoller. Deica mañan.-

O soar o timbre da escola un esgotador día de examenes rematou para Fernando. Unha forte dor de cabeza acompañao de volta a casa.Non pensa se lle sairon ben ou mal, en realidade non pensa en nada.

-Adeus "pasmao",que non te enteras.-

-Ah, hola Cris, perdo non te vira.-

-Pareces canso, ¿que tal o curso?-

-Normal, e decir mal, non sei se o rematarei-

-Iso mesmo dixechelo o ano pasado. Veña home, xa sabes que hai momentos en que a moral baixase ata o chan, en que non ves futuro. Date unha boa ducha e xa verás como te sentes mellor.-

-Non sei...-

-A ver,contame, vamos tomar un café.-

Unha moderna cafetería, decorada en branco e negro, chea de espellos por todolos lados, un ambente luminoso, frío pero agradable.

Hai locais que parecen estar feitos para ollalos dende fora, como se o seu uso non fose outro co de un escaparate.

Alí podense ver moitas caras distintas, moitas historias distintas.

A loira que fala co camareiro ten todo o estilo dunha muller que vive para lle gustar a os homes, parece ademáis que ten o papel moi ben deprendido. O pobre camareiro xa non sabe se esta servindo unha cervexa ou se esta a preparar unha hamburguesa, soio sabe que fai calor...

Ó fondo, na mais escondida das mesas, alguén mira o reloxio. O mellor espera por unha rapaza a que estivo a chamar toda a seman para conseguir unha cita, o mellor ata ten deprendido de memoria o que lle vai a decir. O mellor soio espera por un compañeiro para pasarlle os apuntes, ¿quen o sabe?

Noutra mesa un home e unha muller discuten. O mellor ela acaballe de decir que está preñada, que non sabe como poido pasar, pero pasou, que hai que atopar unha solución, pero que de aborto nada, que é pecado, que o prohibe a igrexa. O mellor el falalle de como esta a vida, que para formar unha familia fai falla a seguridade dun bo traballo que el ,o mellor, non ten, que se deixe de pecados...

Ainda que, o mellor, discuten polo salgado que estaba o xantar. ¿Quen o sabe?

-¿Sabes?, Cris, en E.X.B. cando as cinco e media saia de clases, eu era feliz pensando no bocata que iba a papar ao chegar a casa. Bocatas de chourizo, bocatas de queixo, de mortadela con aceitunas, de xamon de Iorque...os bocatas son como cárceres onde se atopa un condeado a morte... e moi poucas veces se lle indulta, ainda que tamen poden ser...

-Oes tio, ¿de que vas? ¿Non me iras a decir que o que che pasa e que sentes nostalxia, que debeces por un bocata e un maletín con libros de E.X.B.?, veña,coñecemonos ¿eh?

-"Ya te valió" Cris, simplemente era un comentario, algo que se me pasou pola mente. ¿Que pasa? ¿Que a tí non che se veñen de repente imaxes a cabeza?, tes o tacto de un hipopótamo.

-Moi ben, isto pasame por falar con paranoicos. Bocatas, ¡merda! sabes.

-Cris,estabache a falar de algo moi meu, algo que de repente quixen compartir contigo, o de menos son os bocatas, ¿por que te quedas sempre con iso? ¿por que non probas a ver que, ainda que insignificante pola sua forma, no fundo é algo moi grande para min? ¡é algo meu, meu!, algo que non comparto con calquera. E tí sempre me estas a dar ahí, nas cousas miudas pero importantes.

Acaso tí non dixeches algunha vez, sen vir a conto, ¡que fermosa esta a lua, síntome ben! E que che parecería se quen esta ao teu lado vai e dí:

Pois non sei que lle ves, se ahí enriba esta cheo de satelites postos polo home,algunhos con armas para destruir a terra...

Que delicadeza,¿non?, é como se lle perguntas a alguén como esta, e responde que de pé, iso e ter o emotivo no calcañal...

-Boas tardes, ¿que van a tomar?

-Para min traiga unhas raias..

-¿Como dí?

-Que un café con leite.

-Para min o mesmo. ¿Sabes?, Fernando, que cousas...

-Vaia, calmaches ¿eh?

-Non sexas parvo. Deciache que as veces pasan unhas cousas, eu que quería falar contigo de algo meu, moi meu, e mira ti por onde.

-Veña, non foi nada, ¿que querías decirme?

-Eu...eu quérote.Adeus.

-Espera non te vaias, Cris, ¡espera!

Pois si que estamos...boh, estara de coña, pero, ¿non sei? ¡Eh. oiga? mellor traiame un Dick doble.Chist.

 

outono de 1987

October 01

EL VIEJO TREN

EL VIEJO TREN
 
Igual que ayer
me desperte
eran la tres,
todo va bien
 
En el viejo tren
hoy facturé
con destino incierto
tu triste amor
 
Con paso firme
me alejaré
no volveré
maldita estación
 
Quiero sentir de nuevo
el viento en mi piel
que mi sonrisa no sea
un recuerdo del ayer.
September 23

el viejo kaki

Todo un descubrimento no Canedo rock.Un vello bluesman de Euskadi.Fixome pasar un bo momento e hoxe iso e un luxo.Nunca me deixará de sorprender que grupos sen p.. idea lideren listas...pero non sexamos ilusos...te es lo que hay...ademais sen ese componente marxinal algunha música perdería encanto,pero de vez en cando poderian repartir parte do parne,ou que seria de grupos como El canto del loco se non existiran antes Platero,paradevos a escoitar algo de ambos,que casualidade verdade,que vergonza,hai temas descaradamente copiados.
Ao que íbamos:Benvido a miña vida vello bluesman.
June 21

LAP A RUSH

Outra vez tiña que ser Jorge "guitarras" ...quen se non...
Nunhas soporíferas festas do Corpus , estes "neniños" que acaban de empezar nisto do rock, demostraron que cando se quere,cando se sabe(carallo si saben), e cando se ten tanta música dentro a cousa funciona.
Foi un auténtico pracer volver a ver a Carlis nun escenario.Gran banda si señor.Gracias por a maxia,ainda que me esquecín de chorar esa noite...
 
Pero que importa se as do corpus son penosas...sempre Allariz!viva o boi,viva o bo!
Gracias por ese fin de seman nenos e nenas,bo cumple me pasei si señor,ainda que me faltaba algunha xente...pero gracias a todos:Pi,Xandre(eles primeiro que son empresarios),Kathy,H.R.,Ciri,Suso,Carolina,Txaki,Choni,Katxo,Indi,Turro...bueno..tamen Dani,Iñigo..e sobre todo Lonia(contigo empezou a festa e o pacto  )que iso, que gracias a todos.
 
PROFE, FUCHES A PRIMEIRA.NON O ESQUEZO.UN ABRAZO.
 
maré  
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